domingo, 7 de fevereiro de 2010

** Filhos no poder **





Como a falta de limites pode transformar os pimpolhos em tiranos
Não é preciso ser um especialista ou um entendido no assunto para afirmar, com toda a certeza, que a relação entre pais e filhos hoje não é mais a mesma como antigamente. E não é só isso que mudou. O consenso é geral, e não há como negar: o mundo já não é mais o mesmo. Alvin Toffler, autor dos best-sellers O Choque do Futuro Terceira Onda, afirmou em uma de suas obras: “Tão profundamente revolucionária é esta nova civilização, que desafia todas as nossas velhas pressuposições”. Toffler parece ter acertado em cheio. Valores e conceitos que até então eram considerados sólidos e intransponíveis, hoje são relativos e sujeitos a visão de mundo e dos fatos de cada um. É nesse contexto que as crianças estão crescendo.
As razões
Segundo aponta os profissionais da área, o principal motivo porque muitos pais não impõem limites a fim de conter as crianças é a culpa. Porque passam a maior parte do dia fora de casa, acreditam que dizer “não” aos filhos pode ser prejudicial e injusto. 
Além da culpa, o medo e a insegurança também parecem ser fatores que pesam aos pais ao impor limites. Muitos foram tão reprimidos e lhes impuseram limites tão severos, que cresceram com a idéia de que se disserem “não” aos filhos ou impor-lhes qualquer outro limite, isso vai prejudicá-los. O oposto também pode acontecer. Porque foram tão oprimidos e receberam uma educação tão severa, os pais tendem a repetir modelos, porque não sabem fazer outra coisa, ainda que involuntária e inconscientemente.

Os conflitos
Em muitos lares onde os pais não se entendem, impor limites é quase impossível, e a criança é a mais prejudicada. Cada um dá ao filho o que acredita ser melhor. Com isso, a criança tende a desenvolver dois tipos de comportamento: ou elas aprenderão que obedecer é algo relativo, ou então aprenderão, desde cedo, a manipular um dos pais para obter o que deseja. 
Um segundo motivo em relação à imposição indefinida de limites é a confusão e a falta de orientação. Segundo os psicólogos clínicos, doutores Henry Cloud e John Townsend, “o conflito em relação aos limites acontece devido à confusão a respeito da criação dos filhos ou mesmo por problemas pessoais, aonde os pais mesclam limites rígidos e relaxados, acabando por enviar mensagens conflitantes aos filhos.” Conforme ainda Cloud e Townsend, famílias de alcoólatras costumam exibir esse tipo de comportamento. Os doutores Henry Cloud e John Towsend são autores da série de livros Limites, onde abordam o assunto não só em relação ao casamento, como também na relação entre pais e filhos. Entre suas obras, destacam-se Limites Para Ensinar aos Filhos e Criando Filhos Vencedores(Editora Vida). Esse último trata do desenvolvimento do caráter nos filhos e como fazê-lo.

Recuperando o reino perdido
O que fazer para recuperar a posição de autoridade? Como realmente impor limites equilibrados, a fim de que a criança entenda quem realmente manda em casa? “A prevenção sempre foi o melhor remédio”, diz Susie Meire Valadão, psicóloga e psicopedagoga, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG). Susie Meire é esposa do pastor Kaiser Vasconcelos, pastor-líder do ministério da Rede de Adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha, e com ele trabalha no ministério. “O primeiro passo”, sugere ela, “é a mudança de atitude”. 
O passo seguinte, segundo ela, é a demonstração de amor. “O momento agora não é o do chicote, mas o do conselho”, explica Susie. Uma vez que muitos dessas crianças e adolescentes foram criados sem limites ou com limites em demasia, eles se sentiram abandonados e menosprezados, como se ninguém ligasse para eles, pois tudo o que faziam não tinha a menor importância para os pais. Ela aconselha: “É o momento de os pais mostrarem a eles as conseqüências de suas escolhas”.
O último passo apontado por Susie Meire é a procura por parte dos pais por ajuda de fora, particularmente de um profissional. “O adolescente, nesta fase, valoriza mais as palavras de um amigo do que a dos pais”. E finaliza: “A ajuda pode vir de profissionais ou de amigos de sua confiança, que lhe possam oferecer sábios e úteis conselhos”. 
A presente reportagem não tem a pretensão de esgotar o assunto, até mesmo porque é vasto e polêmico. A intenção é a de trazer à reflexão algo que tem preocupado não só os pais, mas os educadores e especialistas sobre o assunto: a falta de limites na educação das crianças. Numa época em que a delinqüência infanto-juvenil é cada vez maior e os valores são cada vez mais relativos, impor limites é algo necessário e urgente. Antes que os pequenos pimpolhos se transformem em pequenos tiranos, e se perpetuem no poder.

::Por Marcelo Ferreira


                                      


** Você luta por quem ??**

 
A notícia estava em todos os jornais: “Brasileiro morre no Líbano lutando pelo Hezbollah”. E um detalhe de arrepiar qualquer um é que Ibrahim Saleh, a vítima brasileira, tinha apenas 17 anos. 

A leitura cuidadosa do noticiário logo traz outras informações sobre as escolhas desse jovem: 
“Foi atraído muito cedo pela ideologia do grupo xiita e não queria ter uma morte qualquer. Segundo a família, o adolescente não chegou nem a fazer planos para quando terminasse os estudos. Não pensava em faculdade ou profissão. Começou a treinar aos 13 anos”

Aos 17 anos, a maioria dos jovens brasileiros está longe de querer qualquer compromisso, ainda mais que lhe custe a vida. Muitos, aliás, estão sempre a lembrar aos pais que estão na fase da curtição, precisam se divertir, sair com os amigos, namorar. Se sobrar um tempinho, dá até para estudar. 

Mesmo quando os anos passam e as escolhas mudam, não há garantias de que haverá interesse em tomar decisões firmes, que revelem o compromisso com um ideal maior, que vá além das questões enfrentadas no dia-a-dia. É preciso estudar, depois é preciso arrumar um emprego, é necessário casar, ter filhos, formar uma família.

É claro que ninguém está dizendo que a atitude radical de Ibrahim Saleh deva ser imitada. Entretanto, refletir sobre a conduta do jovem nos leva a pensar sobre nossas próprias escolhas. Quem decide sacrificar a própria vida em favor de um ideal – é óbvio – não tem dúvidas de que esse ideal é o bem mais precioso de que dispõe. 

Daí, imaginar que uma pessoa tão jovem seja capaz de renunciar ao seu bem-estar por uma causa nos leva a sentir uma pontinha de vergonha: que tipo de cristãos temos sido? Será que temos o mesmo zelo pelas coisas espirituais quanto pelas coisas materiais? O que estaríamos dispostos a renunciar pelo Senhor? Será que a causa de Jesus merece mais do que temos empenhado?

Cada um precisa pensar e responder sinceramente a essas questões. Ibrahim Saleh mostrou que a pouca idade não é uma desculpa para as grandes decisões. Ele doou sua vida ao Hezbollah. E, nós, temos doado nossas vidas a quem? Até onde estamos dispostos a caminhar dentro dos planos de Deus? 

Chega uma hora na vida em que as respostas não virão de nossos pais, de nossos professores ou de nossos amigos. Cada um terá que decidir por si, prestando contas a Deus por isso. Que a sua escolha seja sempre a de ser uma testemunha do Evangelho, que não se envergonha, que não se intimida com o bombardeio inimigo, que não dá importância às coisas secundárias que vão surgindo ao longo do caminho.

As mesmas notícias nos jornais mostram que hoje há cerca de 30 mil jovens no sul do Líbano prontos para entrar na luta. E você, está pronto para batalhar por quem? 
“Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116.12.) 

Francis Rose 


** O segredo da alegria constante **



"Todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação."(Hc 3.18.)

Comecei a perceber que o motivo pelo qual muitos cristãos vivem tristes, não é porque não têm alegria ou motivos para se alegrarem, mas porque a alegria deles está condicionada a coisas temporais. Vamos analisar um pouco o contexto desta afirmação do profeta Habacuque
e aprender com ele qual o segredo para termos essa alegria constante.

Habacuque viveu num tempo de crise nacional, um dos tempos mais críticos de Judá e todo o mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra. Como se não bastasse, a situação ainda piorou, pois eles estavam sobre ameaça de invasão do Norte. Talvez ao ler este texto você esteja se sentindo como Habacuque, ou seja, mal com você mesmo e, além disso, tudo ao seu redor parece que vai desmoronar. No primeiro capítulo vemos Habacuque rasgando seu coração, questionando a Deus com profunda tristeza por tudo aquilo que estava acontecendo ao seu redor. É exatamente isso que acontece quando nossa alegria está baseada nas circunstâncias e nas nossas emoções. Mesmo tendo a alegria como fruto do Espírito (Gálatas 5.22) não conseguimos viver essa alegria (o encorajo a ler, hoje ainda, todo o livro de Habacuque, são apenas três capítulos, mas riquíssimos em conhecimento e vida). Deus revelou a Habacuque o segredo que seria capaz de mudar toda a sua perspectiva. Em Habacuque 2.4b diz: 
“Mas o justo viverá pela sua fé.” Deus mostra a ele que a vida do justo é vivida num nível superior ao das demais pessoas. O normal do ser humano é ser controlado pelas suas emoções. E quantas vezes nós, mesmo sendo justos em Cristo, vivemos assim? O salmista entendeu isso, por isso disse: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” (Sl 42.11.) E também: “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.” (Sl 131.2.) Ordena você também a sua alma hoje: “Aquieta-te e espera em Deus, pois Ele é o meu auxílio”.

Muitos de nós temos andando tristes, pois o Senhor deixou de ser a nossa alegria, a presença de Deus já não nos traz regozijo e aquilo que Cristo fez já não nos entusiasma mais, como antigamente. Não perca a alegria da salvação. Jesus disse aos seus discípulos para se alegrarem não porque os demônios os obedeciam ou porque pessoas foram curadas por meio deles, mas por seus nomes estarem escritos no Livro da Vida. Não importa se neste mundo as coisas parecem não estar dando certo. Cristo o salvou, o libertou, o transportou do império das trevas para o Reino dele! Ele perdoou os seus pecados! Se a sua alegria for o Senhor você vai poder falar como Habacuque disse: 
“Todavia eu me alegrarei!”Nada nem ninguém poderá roubar a sua alegria. Esse é o segredo! E você ainda vai cumprir o que Paulo disse: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” (Fp 4.4.)
:: Por Pr. Leonardo e Vanesa Capochim
 
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