quarta-feira, 9 de março de 2011

Curados na memória - Parte final

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia, que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.” (Salmo 103:1-5)


No estudo anterior, aprendemos que precisamos buscar cura na memória, permitindo-nos ser consolidados e submetendo-nos ao tratamento. Essa é a forma de Deus agir em nós e nos aproximar mais dEle, porque os enfermos não conseguem usufruir os benefícios de Deus, pois estão presos às feridas e às marcas do passado.

Veremos mais três tópicos que nos levarão a ter a memória curada se aceitarmos o que Deus tem para nós, Seus filhos. Lembre-se de que a cura está à sua disposição e que pode brotar apressadamente, tudo depende de uma decisão.


Deus prova os corações 

Um coração arrogante inibe a memória da bondade do Senhor, esquece dos benefícios de Deus em sua vida. Por isso, o Salmo 103 nos ensina a inclinarmos o coração a Deus, reconhecendo todos os Seus benefícios, que são incontáveis.

O homem que reconhece as bênçãos de Deus em sua vida é feliz e tem um coração agradecido, livre de enfermidades e aberto ao mover do Pai.

Existem guerras que enfrentamos que por mais que queiramos culpar o diabo, dizer que não sabemos o motivo de estarmos passando por aquela luta, por maior que seja a desculpa ou justificativa, lá no fundo, bem no fundo, sabemos que é Deus provando-nos para nos curar de áreas que ainda temos dificuldades de nos render. É assim que Ele trata conosco. E tudo que Ele faz é para nos tratar, aprovar e curar.

Só Deus conhece o nosso coração, só Ele sabe o que guardamos dentro da alma. Ele sabe o quanto em nós ainda necessita de cura. E se somos soberbos, a única forma de tratar a soberba, a arrogância e o orgulho é fazendo-nos submeter às guerras e aos desertos da vida.

Quando estamos alegres, não expomos o nosso coração. Mas quando entramos em guerra e decidimos lutar para vencer, então nos expomos e somos curados.

Ninguém, quando está feliz, mostra o lado triste do coração. Mas a pessoa ferida, em guerra, em meio ao deserto, expõe o coração. E é nesse momento que grandes surpresas são colocadas para fora. Com certeza, você já ouviu a famosa expressão: Meu Deus, eu não sabia que fulano era assim. E ficou arrasado quando viu alguém que você não esperava tendo uma determinada atitude!

Sabe o que acontece? É que existem lobos dentro de nós que querem matar a ovelha que somos. Precisamos vigiar muito e matar o lobo. É o lobo que deve morrer para deixar a ovelha viver em comunhão com o Leão da Tribo de Judá.

Infelizmente, conhecemos líderes, homens e mulheres valorosos que não venceram a guerra, que morreram no deserto por opção. Mas se temos esses exemplos, não precisamos cair no mesmo erro. Até porque todo ser humano enfrenta guerras, das mais variadas possíveis. Uns mais, outros menos. Mas o desafio não é entrar na guerra, mas sair dela vitorioso. Temos que nos humilhar, não podemos morrer. Não é justo morrer nem conosco nem com Deus.


Humilhar-se para vencer e ser curado 

As pessoas que morreram no caminho foram as que não se humilharam. Humilhar-se na presença de Deus é a chave para ativar a memória do coração e receber a cura que tanto necessitamos e que nem sempre buscamos. Você só ativa a chave se houver humilhação. Então, o que você está esperando? Quando nos esquecemos, abandonamos os feitos do Senhor.

Abandonar é apagar a memória para a honra e ativar a memória para a desonra. Um coração humilhado por Deus é um coração que decidiu se render, que decidiu vencer e ser aprovado, para obter a cura.

O coração que se rende para ser curado alcança de Deus graça e favor, é um coração com a memória ativada para todos os benefícios do Senhor. Rende-se, humilha-se e é aprovado em todas as suas guerras.

Quando Jó enfrentou a sua guerra, talvez uma das maiores relatadas pela Palavra sobre um ser humano comum, porque Jesus veio em forma de homem, mas era Deus, ele disse: “Eu sei que o meu Redentor vive...” (Jó 19:25). Sabemos que apesar de tudo o Jó passou, no final, ele venceu e foi restituído EM TUDO.

A humilhação no meio da guerra produz provisão de Deus. Um coração que se humilha diante de Deus também sabe ser agradecido e recebe mais e mais do Senhor.

Quando o povo hebreu estava escravo no Egito e se humilhou, recebeu liberdade e provisão da parte do Senhor. “Mas, porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito.” (Deuteronômio 7:8)


Um coração curado 

O coração que tem a memória ativada é um manancial profundo. “E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam. E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar.” (Isaías 58:112,12)

A promessa é que seremos guiados, continuamente, pelo Senhor. Nossa alma será farta, mesmo que estejamos em lugares áridos, no deserto. Ele fortificará os nossos ossos. Quantos homens e mulheres de Deus sofrendo de artrite, osteoporose, precisando dessa fortificação. Seremos como um jardim regado e a promessa será estendida para a nossa descendência.

Um coração curado não se esquece de Deus, porque sabe que se esquecer do Senhor é o mesmo que apagar a memória da família, a descendência, pois os filhos herdam os tesouros dos pais. Pais humildes geram filhos humildes. Pais soberbos geram filhos soberbos.

Ativar a memória é confirmação da aliança de Deus sobre a descendência. “Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.” (Deuteronômio 8:18)

O profeta Jeremias nos estimula a trazer à memória o que nos dá esperança. Isso traz cura para o coração. Que possamos trazer à nossa memória a Palavra de Deus, os Seus mandamentos, decretos, promessas! E que possamos viver por eles, assim seremos curados na memória e viveremos uma vida em segurança na Sua presença, garantindo que nossos filhos e gerações experimentem a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.


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